segunda-feira, 20 de abril de 2009

Cinema Polonês II


É, mariana, sem dúvidas uma boa oportunidade de conhecer um pouco mais do cinema polonês, que ainda que pouco divulgado no Brasil, tem ótimos filmes.

A respeito do diretor Andzrej Wajda, vale comentar um pouco mais sobre a Trilogia da Guerra, composta por três filmes que foram realizados poucos anos após o fim da II Guerra Mundial. Os filmes foram filmados numa Polônia ainda devastada pela violência dos combates. Mais do que comentar a obra, tentarei elucidar o contexto.

Um grupo de jovens recém-formados pela Escola de Cinema de Lódz, a mais tradicional da Polônia, decidiu registrar os efeitos da guerra sob a visão dos poloneses, ou seja dos que perderam a guerra. A fotografia forte e expressiva de Jerzy Lipman, que acompanhou Wajda nos dois primeiros filmes da trilogia (Pokolenie, 1955; e Kanal, 1959), confere à obra a insuperável sensação de angústia de ver toda a destruição da própria pátria.

Os filmes eram feitos de acordo com uma hierarquia mais maleável, mesmo sendo Wajda o diretor, os outros membros da produção, e alguns amigos da escola de cinema, tinham participações definitivas no filme. Em Pokolenie, quem interpreta um dos jovens combatentes era o então ator e estudante de cinema, Roman Polanski.

Outro fato marcante nesses filmes, é que mesmo sendo feitos depois da guerra, não foram feitos em total liberdade, devemos lembrar que logo após a derrota alemã, o exército soviético invadiu a Polônia, mantendo-a ocupada até o fim da década de 80. Ou seja, mais do que 3 filmes, a trilogia da guerra consolida a restauração intelectual de uma nação e sua resistência às barbáries nazistas e ás imposições comunistas. Além de demonstrar o poder adaptação e expressão do cinema.

A trilogia da guerra está disponível em locadoras de Curitiba, portanto, aproveitem. E se sentirem vontade, comentem, gritem, o blog é nosso.


João.

2 comentários:

  1. o wajda q me é mais próximo é o de fora da polonia, de danton e um amor na alemanha, q me agradam.
    mas o cinzas e diamantes é inesquecível, pelo modo como expoe as dúvidas do homem, dando a dimensão do humano em sua consciencia.

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  2. ah e aí qdo vou ver o wenders?
    engraçado...wajda e wenders estavam no festival de berlim de 88, q cobri pro correio de noticias.o wajda velhinho, visto com respeito e o wenders cheio de charme...dei um encontrao com ele, derrubei meus livros, ele os recolheu e me entregou...estava com a solveig donmartin, musa do seu entao mais recente filme, asas do desejo. ah, parece sabrina, julia, sei lá.

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